Miguel Artín Caetano Jorge Albert Mallebrera

Artículo redactado y revisado por Jorge, Miguel y Caetano

Procura «pressoterapia antes e depois» e aparecem as fotografias. Duas pernas, a mesma pessoa, uma diferença espetacular. E uma dúvida razoável: isso é real ou é a luz, o ângulo e uma barriga encolhida?

As duas coisas. A pressoterapia produz alterações mensuráveis e reproduzíveis, mas são bastante mais modestas do que aquilo que uma fotografia bem preparada sugere. E, como o efeito mais notório é também o mais passageiro, há muito espaço para o engano involuntário. Este artigo serve para separar uma coisa da outra: o que se sente, quando, quanto tempo dura e como verificá-lo com uma fita métrica em vez de confiar no espelho.

Momento O que sente O que se pode medir
No fim da primeira sessão Pernas leves, menos tensão 0,5-1,5 cm a menos no tornozelo
Dia seguinte Quase tudo voltou Praticamente nada
Semana 2-3 Chega ao fim do dia com uma sensação melhor 0,5-1 cm de forma estável
Semana 4-6 O inchaço ao fim do dia diminui claramente 1-2 cm no tornozelo e na barriga da perna
Semana 8-12 É a sua nova normalidade Estabiliza
Um mês depois de parar A sensação de peso regressa Volta ao ponto de partida

Meça o seu antes e depois a sério

Com uma fita métrica, não com uma fotografia.

Porque é que as fotografias do antes e depois enganam

Não é preciso haver má-fé. Basta não controlar cinco variáveis, e quase ninguém as controla.

A hora. Uma perna às nove da manhã e a mesma perna às nove da noite podem ter mais de um centímetro de diferença de perímetro sem ter feito nada. Se o «antes» é da tarde e o «depois» da manhã, já tem o resultado antes de começar.

O efeito agudo. A fotografia do «depois» costuma ser tirada mesmo ao sair da máquina, que é o momento de drenagem máxima. No dia seguinte, boa parte desse efeito desapareceu. Não é mentira, mas é o pico de uma curva descendente.

A postura. O peso distribuído ou apoiado numa perna, o joelho bloqueado ou descontraído, o glúteo contraído. Muda a silhueta de forma surpreendente.

A luz. Uma luz de cima evidencia qualquer irregularidade da pele; uma luz frontal e difusa apaga-a. É o truque mais antigo da fotografia corporal.

O ângulo e a distância. Aproximar o telemóvel alarga; afastá-lo e fazer zoom estiliza.

Como detetar uma fotografia honesta: mesma hora do dia, mesma luz, mesmo enquadramento e, sobretudo, tirada pelo menos doze horas depois da última sessão. Se o «depois» foi feito ao sair da máquina, está a ver o efeito imediato, não o resultado do tratamento.

Que resultados são reais

Vamos ao que interessa, objetivo por objetivo.

Inchaço e retenção

É onde os resultados são mais claros e mais rápidos. Uma sessão de vinte minutos pode reduzir o perímetro do tornozelo entre meio centímetro e um centímetro e meio, dependendo da quantidade de líquido acumulado. Esse efeito agudo perde-se em grande parte durante o dia seguinte.

O interessante surge com a repetição: a partir da segunda ou terceira semana, a perna chega ao fim da tarde com menos inchaço à partida. Aí já não está a ver um efeito pontual, mas uma mudança na sua linha de base.

Peso e cansaço

É o resultado mais consistente e também o mais difícil de fotografar. A maioria nota-o desde a primeira sessão, sobretudo quem chega a casa com as pernas completamente exaustas após oito horas de pé.

Contorno e celulite

Aqui é preciso ser prudente. A pressoterapia reduz a componente líquida, suavizando o relevo e afinando ligeiramente a silhueta. Não elimina gordura nem desfaz os septos fibrosos que causam a pele casca de laranja. Uma mudança visível no aspeto exige também treino de força e vários meses. Desenvolvemos o tema em como tratar a celulite em casa.

Recuperação desportiva

Melhora a sensação de pernas e reduz as dores musculares sentidas nas 24-48 horas seguintes. O efeito no desempenho do dia seguinte é real, mas pequeno.

1-2 cm
É a redução estável do perímetro do tornozelo que se pode esperar após 4-6 semanas de consistência. Quem lhe prometer cinco, está a mostrar-lhe uma fotografia das nove da manhã.

A cronologia honesta

Sessão 1

Sai com as pernas leves e surpreendido com o quão agradável foi. A meia deixa menos marca. É um efeito real e também o mais enganador, porque é o que mais se nota e o que menos dura.

Semana 1

Três ou quatro sessões. A sensação repete-se de cada vez, mas de manhã tudo volta a estar como antes. É normal e é aí que muitas pessoas desanimam.

Semanas 2 e 3

A primeira mudança verdadeira. A perna começa a chegar ao fim da tarde com menos volume do que o habitual. Se estiver a medir, verá meio centímetro de forma consistente à mesma hora.

Semanas 4 a 6

Aqui consolida-se. Um ou dois centímetros medidos à mesma hora e uma diferença clara na forma como as calças lhe assentam no final do dia. É o ponto em que as pessoas decidem que valeu a pena.

Semanas 8 a 12

O resultado estabiliza. A partir daqui, mais sessões mantêm o que foi conseguido, mas não continuam a acrescentar resultados. Este é o seu novo ponto de partida.

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Os resultados vêm da repetição, não de uma sessão perfeita. Seis câmaras sequenciais e pressão regulável, em casa e sem contar sessões nem verificar a validade de um vale.

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Como medir corretamente o seu progresso

Cinco minutos de método valem mais do que cem fotografias. Este é o protocolo:

  1. Escolha dois pontos fixos. O tornozelo, dois dedos acima do osso interno, e a barriga da perna na parte mais larga. Anote a altura exata a que mede para repetir sempre da mesma forma.
  2. Meça sempre à mesma hora. O ideal é ao chegar a casa, antes da sessão, quando a perna está no seu pior momento.
  3. Meça antes da sessão, nunca depois. Se medir ao sair da máquina, está a medir o efeito agudo. O que quer saber é se o seu ponto de partida melhora.
  4. Sem apertar a fita métrica. Deve envolver a pele sem a pressionar. É o erro que introduz mais ruído.
  5. Anote também a sensação numa escala de 1 a 10 e se a meia deixa marca.
  6. Compare a cada três semanas, não todos os dias. As variações diárias são maiores do que o efeito que procura.
O truque da balança: pese-se todas as manhãs em jejum durante o tratamento. Se retém muito líquido, é habitual ver uma diferença de meio quilo a um quilo nas primeiras semanas. Não é gordura perdida: é água que já não está onde incomodava.

O que escondem as opiniões

Ao ler avaliações, convém ter presentes três enviesamentos.

Quem escreve costuma estar num dos extremos. Encantado ou dececionado. A maioria silenciosa, que está razoavelmente satisfeita, não escreve nada.

Misturam-se objetivos incompatíveis. «Não me serviu de nada», dito por alguém que procurava emagrecer, e «mudou-me a vida», dito por alguém com retenção severa, falam da mesma máquina e de duas expectativas opostas.

Quase ninguém diz há quanto tempo o utiliza. Uma opinião escrita após quatro sessões e outra após quatro meses não valem o mesmo, mas na ficha do produto aparecem como iguais.

Filtro prático: dê mais peso às avaliações que mencionam frequência, pressão e semanas. Essas são de pessoas que fizeram realmente o tratamento.

Quando concluir que não está a resultar

Se já leva seis semanas com pelo menos três sessões semanais, medindo corretamente, e nada mudou —nem o perímetro, nem a sensação, nem a marca do elástico—, algo não está certo. Reveja pela seguinte ordem:

  • Está a utilizar a pressão adequada? Uma pressão demasiado baixa não drena; uma pressão demasiado alta pode colapsar os vasos superficiais.
  • É realmente compressão sequencial? Se as câmaras não se enchem uma após outra, começando pelo pé, tem compressão sem direção e, sem direção, não há drenagem.
  • Faz o tratamento deitado? Sentado, com os pés no chão, a gravidade joga contra si.
  • O seu inchaço deve-se realmente à retenção? Se já se levanta com as pernas inchadas, a causa pode ser outra e é necessário consultar um médico.
  • O equipamento chega até onde acumula líquidos? Se a retenção subir até à anca, umas botas para as pernas ficam aquém.

Como manter o que conseguiu

A pressoterapia não cura: controla. Ao interrompê-la, a componente líquida regressa ao longo de algumas semanas. Para manter o resultado sem depender de sessões diárias:

  • Reduza para manutenção, duas ou três sessões semanais, depois de alcançar o resultado.
  • Caminhe. É a sua bomba muscular e é gratuito.
  • Levante-se a cada hora se trabalha sentado.
  • Modere o consumo de sal e beba água suficiente.
  • Durma com as pernas ligeiramente elevadas em épocas de calor.

Se quiser ajustar a frequência ao seu caso, encontra-a explicada em quantas sessões semanais precisa para notar alterações.

Perguntas frequentes

A sensação de pernas leves surge logo na primeira sessão. Uma alteração estável e mensurável surge entre a segunda e a quarta semana, com três a cinco sessões semanais. O resultado consolidado surge entre a quarta e a oitava semana.

A alteração costuma ser real, mas muitas vezes é medida logo ao sair da máquina, no pico do efeito agudo, e a outra hora do dia, com outra luz e outra postura. Uma comparação honesta é feita à mesma hora e pelo menos doze horas após a última sessão.

Entre meio centímetro e um centímetro e meio no tornozelo logo após uma sessão, e entre um e dois centímetros de forma estável após quatro a seis semanas de consistência. Depende muito da quantidade de líquidos que retém: quem quase não retém líquidos verá poucas alterações.

Não. A componente líquida regressa ao fim de algumas semanas, porque a causa — estar de pé, calor, pouco movimento — continua presente. É um tratamento de manutenção, como o exercício: funciona enquanto o fizer.

Pode surgir uma redução entre meio quilo e um quilo nas primeiras semanas se retiver bastante líquido. É água eliminada, não gordura. Como método de perda de peso, a pressoterapia não tem qualquer papel.

O relevo suaviza-se à medida que diminui o líquido que incha os compartimentos, sobretudo na celulite de tipo edematoso. Mas não desfaz os septos fibrosos nem elimina gordura, pelo que a alteração é parcial e precisa de meses e de treino de força para se tornar realmente visível.

Porque uma sessão desloca o líquido que existe, mas não altera o motivo pelo qual se acumula. A melhoria estável chega quando repete o suficiente para que o seu ponto de partida diário diminua, e isso requer duas ou três semanas.

Quando chega a casa, antes da sessão, quando a perna está no pior momento do dia. É a medida que reflete a sua linha de base real. Medir ao sair da máquina dá sempre um número bonito e pouco informativo.

Não. Quem vê mais resultados é quem retém mais líquidos: trabalho de pé ou sentado, calor, retenção hormonal, insuficiência venosa ligeira. Quem quase não retém líquidos notará pouco, simplesmente porque há pouco para drenar.

Até certo ponto. Passar de uma para quatro sessões semanais muda bastante as coisas; passar de quatro para sete, muito pouco. E prolongar cada sessão até 45 minutos traz muito pouco benefício face aos habituais 20-25.

A conclusão

A pressoterapia proporciona resultados reais, mensuráveis e repetíveis: menos um ou dois centímetros de perímetro e uma diferença clara na sensação de peso ao fim do dia após quatro a seis semanas de regularidade. Isso é muito para quem chega a casa a arrastar as pernas.

O que não proporciona são transformações fotográficas. E, como o efeito imediato é o mais espetacular e o mais breve, é precisamente esse que é fotografado.

Pegue numa fita métrica, meça o tornozelo à mesma hora antes de cada sessão e compare de três em três semanas. Saberá, com base em dados, se está a funcionar, o que é bastante mais útil do que qualquer «antes e depois» na internet, incluindo este.

Os resultados vêm da repetição

Pressoterapia em casa, sem contar sessões nem verificar a validade do plano.

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